A fórmula de sucesso do primeiro livro pode se repetir no segundo? No caso de C.J. Tudor, a resposta é não.
Cheguei a esse livro com as expectativas lá em cima. Depois de devorar O Homem de Giz - uma leitura que me prendeu do início ao fim, esperava sentir o mesmo com esse. Infelizmente não foi o que aconteceu. Ao contrário dele, O que aconteceu com Annie é cansativo, previsível e deixa perguntas sem resposta.
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| meu gato servindo de modelo |
Um começo promissor
A leitura até começa promissora. O primeiro capítulo sugere um mistério com toques sobrenaturais, revelando um caso de suicídio e assassinato que faz você pensar "vai ser de fuder".
Intrigante o suficiente para lembrar a fluidez do livro anterior. Mas assim como em O Homem de Giz, o sobrenatural é descartado, afinal, o verdadeiro horror é a realidade.
É nesse cenário que conhecemos Joe, um professor viciado em jogos que retorna à sua cidade natal para lecionar na escola onde estudou na infância. Sua verdadeira motivação, porém, é descobrir o que aconteceu com sua irmã, morta anos atrás. Uma premissa interessante que, infelizmente, não se sustenta ao longo da narrativa.
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Texto cansativo
O maior problema é o ritmo: o livro é arrastado demais. A narrativa não anda, e tem muitos personagens que entram na história sem propósito nenhum, aparecem, criam expectativas e não deixam rastros.
Os antagonistas são rasos. A problemática maior gira em torno de bullying escolar. Bullying esse que beira crimes. Mas nada é feito a respeito, justificado pela desculpa da cidade pequena sem estrutura policial.
O protagonista é muito chato, além de covarde (algumas coisas não aconteceriam se ele tivesse coragem de admitir os erros). Muitas vezes pensei em desistir da leitura justamente por causa do protagonista insuportável.
Um plot twist sem respostas
Quando o grande momento de revelação chega, a decepção só aumenta. O livro não explica nada: o assassinato e suicídio do primeiro capítulo? Fica em aberto. O que aconteceu na mina com Annie? Também. Quem fez, como fez, por que fez? Sem respostas.
A ambiguidade sobrenatural se mantém, mesmo que ao longo da leitura a autora sinalize que não.
Uma decepção, especialmente para quem chegou com muitas expectativas.
Mas e você, leu O que Aconteceu com Annie? Gostou? Concorda comigo ou discorda? Comenta ai <3


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